Eles já começam a pesar sobre meus ombros
Onde antes tudo era brincadeira, e nada a pensar
Sento-me na cadeira e vejo moleques na rua a brincar
Então com a perversidade do tempo me assombro
Embriagado de tristeza volto ao meu quarto e tranco a porta
Numa desilusão, Tento inutilmente esquecer quem já fui
Coloco uma música pra meu conforto, mas nada flui
Horas passam, o sol se foi e mais uma noite está morta
Ainda cambaleando de nostalgia, tristeza e sono
Levanto-me para cumprir o dever de um novo dia
Pergunto-me onde ficou a felicidade, o desejo de viver e alegria
Sem titubear um instante meu coração responde de pronto
Lá atrás, na inocência quando criança, nas tardes quentes
Quando jogava bola na rua com os moleques, antigamente...
Hamilton Queiroz
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